Pedras da Lua

Publicado: 31 janeiro, 2009 em Minhas Cores
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No escuro procuro pedras da lua
mas olho as estrelas e elas não me dizem nada
ando, só. Ando só.
Não sei aonde eles me levam,
ainda assim deixo que me carreguem.
Hoje  sangra
pesado
amargo
pra fora o aço.
Se foi o tempo ou a vida que me fez assim
não sei.
Enquanto cai a chuva
cai também minha sorte.
Pelo chão, espalhada
em cacos de morte
nem tento junta-la
(Se é que algum a tive)
Coração na boca do estomago
e pra que? porque? 
bem-querer, bem-te-vi
sem te ver.
Na sombras que passam
não vejo nada
Andando só
caminho no espaço.
Se o tempo congelar o coração gelado
teimoso em apertar, em me matar
Congelado ficaria, mas ainda assim bateria
Contra minha vontade (isso não é novidade)
Angústia e a solidão me fazem companhia.
As pedras da lua, pelo meio das ruas
por onde ando vagando, devagando
o vagabundo leva todas.
A mim só resta continuar procurando
Mas o peito cansado, abafado
já cansado…
Vai pra guerra contra a pior inimiga
Eu mesma!
Mas vou desarmada, porque essa luta
contra essa desalmada
já tem suas cartas marcadas.
Talvez, talvez
Talvez a gente se faça assim
inconstante e contínuo
amante e libertino.
Mas essas frases soltas e essas rimas frouxas
não acalentam nem me moldam o destino.
Sou só eu
andando pelegrina
procurando pedras da lua
no chão desenhado de giz.
Minhas músicas não tem canção
E d’alma já não esperam
senão
ilusão.
Doce brisa
vem me abraçar
Com os braços de veludo a sufocar
Enrola o pranto
E me leva pra rua
Onde inútil procuro
pedras da lua.
Thayane Reis.
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