Pedras imóveis…

Publicado: 21 março, 2009 em Me Inspiram, pensamentos
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corao-presoHoje quando abri meus olhos pela manhã essa música veio na minha mente. Eu gosto muito dela, da melodia, da letra e do significado.

Pra mim ela diz muito sobre aquele tipo de amor que te prende, te põe ali do lado, com uma coleira, ou uma gaiola, ou como diz a própria letra “como uma pedra imóvel na praia”, como se fosse uma “coisa”, um objeto, um algo qualquer do qual se tenha posse. Acho que é um retrato triste de muito “amor” que existe por aí, daquele que anula, poda, corta as asas deixando as pessoas, no fim de tudo, tristes, amargas, sem cor. Daquele tipo que te faz morrer pra vida e aos poucos vai te tirando o ar e a alegria.

Eu acredito na incrível capacidade do ser humano de amar. Amar muito e várias vezes e muitas coisas, e acredito ainda que isso possa ser tudo ao mesmo tempo agora. Não acho que o fato de amar alguém deva impedir que se conheçam outros amores, em suas variadas formas: amigos, viajens, musica, trabalho, arte, lugares novos, lugares velhos, um momento de solidão, liberdade. Tudo que anula destrói, corrói e deixa um gosto amargo e cicatrizes expostas.

Eu sou livre. Não me prendo a nada nem a ninguém. Jamais vou me permitir me tornar uma mísera pedra imóvel na praia ao lado de alguem. Se me quer, me deixe ir e voltar, me deixe ser. Grades, correntes, algemas, gaiolas e outras formas de prisão são incompatíveis com minha pessoa.

Medo da Chuva (Raul Seixas/ Paulo Coelho)

É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar

E não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar
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comentários
  1. Jaque disse:

    Isso foi bastante intenso…e devo admitir que penso o mesmo que você, o verdadeiro amor liberta.
    Beijo

    http://www.mariadagraca1.blogspot.com

  2. Delayla Taylor disse:

    Tem um presentinho pra você no meu blog, passa lá!
    Bjos!

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