Espero mesmo que você leia

Publicado: 30 dezembro, 2009 em pensamentos
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Depois de um tempo sem escrever, cá estou.

[Durante todos esses dias pensei em coisas alegres e fofas pra escrever. Coisas que explicitassem o quanto a vida é bela e tal. Mas não dá. Infelizmente esse post, por mais que eu queira, não vai ser sobre isso. Ele não vai ter flores nem borboletas. Porque, a verdade é que, por mais que eu tente desviar meus pensamentos eles sempre param aqui, nesse momento. E como esse é meu blog, nada mais justo que eu escreva nele sobre minhas coisas. E como já diz o nome o principal assunto é o sentir, o meu sentir, minhas sensações. E, por isso, esse post posterior a mais de 12 dias sem escrever nada, fugindo desse espaço na tentativa de fugir de mim e do meu momento, vai ser um desabafo. Provavelmente vai vir rechaedo de mágoa, com uma camada de raiva e salpicado com flocos multicolridos de angústia, aflição, solidão e dor.

Ainda há tempo de parar de ler. Já no meu caso, não há mais tempo, não posso parar de escrever, pois eu tenho certeza que quando eu acabar aqui vai ser finalmente como virar a página. Um final com ponto final, afinal. Por isso o faço, porque preciso, e, gosto de pensar que daqui a algum tempo vou poder olhar pra trás, reler, e ter certeza de que mais uma vez sobrevivi, e mais uma vez passou.]

***

Você é um covarde. Um covarde triste e solitário. Mas, quem sou eu para culpar você? Afinal você ainda é só um menino tentando descobrir passagens secretas no jardim.

Certa vez você disse que eu era uma sensacionalista, que minha vida voltada a sentir muito, a querer tudo era uma forma de covardia. Mas agora eu te chamo de covarde. Você que ainda vive no passado, que não tem coragem de olhar pra frente e encarar o hoje. Se acomoda nesse mundinho pequeno, procurando desculpas e imperfeições para afastar todos ao seu redor.

O que aconteceu com o “é um simples fato a minha constância”? Eu sei o que aconteceu. Nada é constante, aliás, tudo pode ser inconstante a qualquer momento. O mais ridículo é que eu sempre soube disso, mas, ainda assim me deixei acreditar naquela carta (nesse ponto eu não sei se tenho mais raiva da minha burrice ou da sua ingenuidade).

No começo pensei em dizer que eu gostaria que você tivesse um péssimo ano novo, que você de alguma forma sofresse ou se decepcionasse… mas agora, agora eu desisti. Na verdade agora desejo que você seja feliz (pois eu sei que isso sim, vai ser torturante pra você). Quero que você seja feliz apesar te te odiar de mil e uma maneiras diferentes.

Escrevo pois essa é uma forma de exorcisar meus fantasmas. E espero profundamente que funcione.

A partir de agora vou poder postar alegrias, passáros e tons alegres sem me sentir hipócrita (e também uma tristeza ou outra que me calhar, pois elas estão também aí, em todo lugar).

P.S1: Você jamais poderia ter pertencido ao outro lado do muro. As fadas, gnomos e duendes não se contentam em “sentir nada”.

P.S2: O blog é meu, escrevo o que bem entender.

P.S3: Bem, se minha família ler isso aqui… acho que nao devo ter vergonha de falar de amor e coração partido (quem nunca passou por isso?)

***

 

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comentários
  1. duda disse:

    Eu sempre tive 1 unico principio sobre relacionamentos “eu gosto muito mais de mim”, se é assim, a felicidade esta sempre em estar comigo e qualquer pessoa agrega mais 1 pouco, mas nao a totalidade.
    O que ja esta bom, pode ficar melhor, mas nunca pior.

    Dito tudo isso, a vida continua e a gente gosta mais da gente e na proxima (sempre te 1 proxima) ja apostamos apenas as fichas necessarias para aumentar a felicidade, mas deixamos a maioria na mao para nao perder a vez na mesa.

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