Publicado: 13 março, 2012 em pensamentos
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Gostava de sentir o cheiro do cigarro entre os dedos. Sentia naquele cheiro o retorno do momento. Inalava o cheiro impregnado, sorria, fechava os olhos e ia ao encontro do estranho.
Sorria porque havia sido feliz e porque aquele cheiro de cereja lembrava ele.
Parecia-lhe tão familiar e ao mesmo tempo tão novidade. Na sua casa, na sua cama, sem poucas ou muitas palavras, ela lhe pertenceu.
Gostava profundamente do cheiro do tabaco entre os dedos. Era praticamente um ritual: fumar para lhe lembrar, como se fosse uma oferenda ou algo do tipo.
Uma, duas, cinco, onze… e a nuvem de fumaça vai ficando excassa, ainda de olhos fechados e com o gosto da cereja na boca sentiu a ponta dos dedos arderem.
Um cigarro a menos na carteira.

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