Hoje conheci uma moça.

Estava sozinha. Até aí nada de anormal.

Mas ela encarnava, exalava, vomitava solidão.

Era a própria angustia ali, personificada.

Erá de dó.

Perdida naquele lugar que não lhe continha. Sobrando no espaço todo que não lhe cabia.

Com aquele olhar perdido procurando qualquer olhar que respondesse.

Ela era a própria solidão que se vestiu de mulher e saiu para dar uma volta, perambular um pouco, bater pernas por ai.

Não é triste ser só. Triste é mesmo a solidão.

E ela chegou e ninguém se importou. E ela foi embora e ninguém notou.

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