Publicado: 18 março, 2013 em Minhas Cores, pensamentos
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Não há duvida que as palavras mais bonitas são escritas na sombra da dor. Nada como um bom luto para escrever. Nada supera a tinta derramada no papel em meio a angustia e sofrimento. Quem escreve sob os açoites do desespero flui de uma forma única, num compasso lento, seguindo a via crucis de quem não pode ir além, pois já alcançou o fundo a muito tempo.

Ah, nada como umas palavrinhas cheias solidão. Nada como regar o papel com lagrimás, ou quem sabe, até mesmo sangue.

Fica tudo tão cheio de sentimento e emoção.

Porém, assim como a desolação acompanha as palavras mais belas, a felicidade carrega a beleza.

Palavras não bastam pra felicidade. São poucas, inúteis, irregulares, incapazes, insuficientes, ineficazes. Talvez porque a única solução para conviver com a felicidade seja vivendo a felicidade.

Para a dor, há a tinta e o papel. Para a felicidade, há a vida. Nada traduz isso.

 

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