Posts com Tag ‘ausência’

Publicado: 10 maio, 2012 em Minhas Cores, pensamentos
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“Eu continuo aqui, meu trabalho, meus amigos. E me lembro de você em dias assim: dias de chuva e dias de sol. E o que sinto não sei dizer.”

O mais triste da ausência é que por mais que você nunca se acostume, você termina se acostumando.

Hoje vou escrever.

Pra quem não sabe eu tenho um namorado (oba!) e pra quem não sabe o nosso namoro é a distância (aaaa)! E põe distância nisso.

Mas o que eu quero dizer hoje, é que eu não preciso do negativismo de ninguém e muito menos da descrença alheia. Estou dizendo isso porque por esses dias conversando com uma pessoa (claro que não vou citar nomes) que é declaradamente contra namoros à distância eu me senti um pouco ofendida. Bem, não vou citar nomes aqui, mas claro que se a pessoa ler isso aqui vai saber, daí se quiser depois a gente conversa.

É claro que acho que todos têm direito a ter sua opinião, e longe de mim querer ser a dona da verdade, mas certamente eu sou a dona da minha verdade. O que aconteceu foi o seguinte, conversando com a dita pessoa chegou-se a conclusão: Eu, Thayane, estou investindo em um relacionamento à distância porque ele não trás uma carga real de comprometimento, ele se mantém somente em uma camada superficial. E que, eu escolhi isso porque já me decepcionei demais com namoros “reais”, ou seja, que esse namoro é para mim uma espécie de fuga, onde é mais difícil que eu saia machucada. Bem, eu tenho que dizer que quem falou (escreveu na verdade, porque estávamos no msn) essa conclusão fui eu. Mas eu escrevi isso porque não sou boba, e sei muito bem que é isso que essa pessoa pensa (depois de várias indiretas) e que era nesse ponto que queria chegar, tanto é que confirmou o pensamento depois.

Pois bem, minha resposta as criticas negativas em relação a meu namoro é a seguinte: proximidade de pele nem sempre significa despimento da alma. Nem sei se existe essa palavra, despimento, mas se não existe acabei de criar. Vem de despir, tirar a roupa, ficar nu, se mostrar inteiro como é.

E é exatamente o que penso e sinto. Não é fácil manter um namoro à distância, é preciso muita confiança, muita paciência e é preciso saber realmente o que quer. Eu concordo que a convivência, o dia-a-dia e o contato “real” constroem um relacionamento. Mas isso não quer dizer que essa seja a única forma de ter um. Nem sempre você estar com alguém significa dizer que essa pessoa está se doando verdadeiramente pra você.

Quem namora a distância exercita e cria outras formas de se fazer junto, de estar presente. Os detalhes são muito mais valorizados, você tem que prestar atenção em tudo (você quer prestar atenção em tudo) porque naquele momento é tudo o que vocês têm. Conhecer o humor do outro só pelo tom de voz, ir aos poucos revelando o jeito de pensar, os gostos e desgostos, é conversar, conversar e conversar muito, sobre tudo, é dividir tudo com palavras, o que aconteceu durante o dia, os planos, as frustrações. É estar em um local e tirar uma foto, depois mandar só pra dizer “lembrei de você, queria que estivesse aqui”. É saber que momentos inesquecíveis estão por vir. Eu já tive namorados que não eram capazes de saber se eu estava triste ou mal humorada mesmo se eu escrevesse na minha testa, tive ainda namorados a quem eu podia dizer “gosto só de bananas”, e eles me traziam maçãs. Tive ao meu lado pessoas monossilábicas, que irritantemente limitavam suas respostas a “aham” “hum-hum” e ainda outros a quem o estar juntos se limitava a estar se beijando. É isso que quero dizer quando digo que nem sempre estar perto significa estar junto, se entregar, se envolver.

Ninguém escolhe gostar, é verdade que às vezes podemos tentar evitar, mas quando não se consegue, foda-se.

Quem decide esperar espera pra receber todo o bônus de uma só vez. Todos os beijos e abraços, os carinhos e afagos. Tocar, sentir a pele, o cabelo, o cheiro, passear de mãos dadas, ir ao cinema e comer pipoca, comer uma pizza, alugar um filme e assistir coladinhos no sofá. Tomar sorvete (de café com tapioca) e depois jogar pedras na lua.

É complicado? É sim. É diferente? É sim. Às vezes também pode ser doloroso e certamente sempre é cheio de saudade. Mas ainda assim não admito que ninguém venha me dizer que é  impossível e muito menos que é um refúgio para não me decepcionar. É simplesmente uma decisão. É decidir esperar, se guardar, respeitar, acreditar, confiar, ser verdadeiro, sonhar, amar. Ou seja, é igual a qualquer outro relacionamento, com a pequena (grande) diferença da distância, o que não torna isso um bicho-de-sete-cabeças. E pra finalizar a vida é minha ora bolas. Você está só até hoje, então acho que isso não te dá o doutorado em relacionamentos próximos, muito menos a distância. E tenho dito.

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É preciso crer no improvável, senão, no que mais crer?

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Foi…

Publicado: 10 fevereiro, 2009 em Minhas Cores
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Abri a janela e vôou meu coração

Foi-se embora, não está mais aqui

Agora dorme, distante de mim…

Meu coração cansado

calado

alado

vai longe

Busca o peito do amado

pra se fazer amante

Só resta esperar

se vai querer, se vai voltar

Só o tempo dirá

Sobre o ausente

Publicado: 13 outubro, 2008 em Minhas Cores
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Dia das crianças… e eu nem ganhei presente…

Meu Presente
Sem passado ou futuro,
raro é presente.

Se faz ausente
negligente
displicente
envolvente.

Nele não há alento
somente momento
e então sofrimento.

Em meus versos não vê cores
nem reconheçe meus sabores.

É triste
de recordações,
Preso ao passado
Por fora impressões
por dentro amargura

armadura.

Desilusão.
Solidão.
Sem (com) paixão.

Leva
Arrasta
Engasga

Sem fantasia
nem pedra de alquimia.
Com medo
Receio(s)…

Canso …
Te faço mil
De ti sequer tenho o vazio.