Posts com Tag ‘desilusão’

A vida continuou em movimento. Claro, ela não pára. Todos sabem disso.

A vida continuou e eu tive que ir seguindo. No começo era melancolia, seguida de conformidade, encharcada de raiva e dor, e depois de tudo, anestesia, eutanásia diária de tudo que quis. Até que um dia veio a indiferença acompanhada de um quase esquecimento.

A vida continuou em movimento.

E agora você volta a me procurar. Você, de novo, você!

Me pego pensando que a vida as vezes parece ser como um grande circo… tá cheio de palhaço fazendo (des)graça no picadeiro.

Mas pro meu espetáculo, meu bem, não há mais lugar pra você nem pra sua arte de meia tigela. Pois então, sem ressentimentos, leve você e seu nariz vermelho pra bem longe de mim.

“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu”

A vida continua em movimento.

Pedras imóveis…

Publicado: 21 março, 2009 em Me Inspiram, pensamentos
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corao-presoHoje quando abri meus olhos pela manhã essa música veio na minha mente. Eu gosto muito dela, da melodia, da letra e do significado.

Pra mim ela diz muito sobre aquele tipo de amor que te prende, te põe ali do lado, com uma coleira, ou uma gaiola, ou como diz a própria letra “como uma pedra imóvel na praia”, como se fosse uma “coisa”, um objeto, um algo qualquer do qual se tenha posse. Acho que é um retrato triste de muito “amor” que existe por aí, daquele que anula, poda, corta as asas deixando as pessoas, no fim de tudo, tristes, amargas, sem cor. Daquele tipo que te faz morrer pra vida e aos poucos vai te tirando o ar e a alegria.

Eu acredito na incrível capacidade do ser humano de amar. Amar muito e várias vezes e muitas coisas, e acredito ainda que isso possa ser tudo ao mesmo tempo agora. Não acho que o fato de amar alguém deva impedir que se conheçam outros amores, em suas variadas formas: amigos, viajens, musica, trabalho, arte, lugares novos, lugares velhos, um momento de solidão, liberdade. Tudo que anula destrói, corrói e deixa um gosto amargo e cicatrizes expostas.

Eu sou livre. Não me prendo a nada nem a ninguém. Jamais vou me permitir me tornar uma mísera pedra imóvel na praia ao lado de alguem. Se me quer, me deixe ir e voltar, me deixe ser. Grades, correntes, algemas, gaiolas e outras formas de prisão são incompatíveis com minha pessoa.

Medo da Chuva (Raul Seixas/ Paulo Coelho)

É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar

E não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar

Esse não tem título.

Publicado: 31 janeiro, 2009 em pensamentos
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E o novo fica velho,

E o encanto desencanta.

A porta abre, a porta fecha

A esperança é a primeira a perecer.

A vida começa quando chega ao fim

Só então nos damos conta

Era feliz e não sabia (?)

Mas será que só acaba

quando termina?

 

Thayane Reis

Lá e de volta outra vez

Publicado: 7 janeiro, 2009 em pensamentos
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Depois de todo esse tempo sem postar nada estou de volta.

Depois de um natal e um novo ano novo, as coisas continuam as mesmas, indubitavelmente continuam as mesmas.

Hoje não venho falar de esperança, de sonhos, devaneios, lembranças ou qualquer uma dessas doces e simples formas de ver a vida. Venho mesmo pra desabafar, comigo mesma, já que aqui naum tenho leitores assiduos. Venho cá conversar com meus botões na esperença de que eles gritem alguma coisa nova que eu não saiba … mas se naum venho aqui falar de esperança como posso ter esperança de ser salva pelos meus botões?? na verdade acho que é bem capaz dos meus pequenos botões terem algum problema de audição e nem me ouvirem tão bem quanto eu gostaria.

Bem, enfim, o ano naum começou tão bem quanto eu imaginava ou gostaria… naum chegamos nem a primeira quinzena e ja tenho em minha boca um amargo gosto de decepçao e frustração… continuo acreditando nas pessoas, e, pra não variar, continuo tomando no meio do olho do meu cú. E é o de sempre, “desculpa, eu naum quis te magoar”. Mas magoou… a vida é isso, a gente vive assim, magoando e sendo magoado, a diferença aqui no meu caso é que já faz um bom tempo que eu só sou magoada… já to de saco cheio de tudo isso, sei que amanha ou depois meu pensamento vai mudar, porque eu tenho plena consciencia do que sou, uma sonhadora que teima em acreditar que tudo vai dar certo no final, mas hoje, só por hoje, quero ter raiva, ódio, rancor, quero sentir que gostar, se entregar, se apaixonar, amar não vale a pena. Hoje quero fechar meus olhos tendo a certeza que sou uma anta, que continua tentando, nadando contra a maré numa porra de barquinho furado e ainda continuo tentando tirar a água de dentro com um copinho… que tambem tem um furinho!

Eu nego, mas a verdade é que eu cansei de ser só. Não ter ninguem pra compartilhar, pra rir, chorar, brigar, amar. Não poder dividir as aventuras nem fazer planos, cansei de sair sozinha nas fotografias, cansei de gostar do cara errado, dos enrolados, dos presos ao passado, cansei de tentar tentar com quem não quer tentar. Me arrumo esperando por alguem que nunca vem, enfeito minha casa, me perfumo, me faço bonita, compro flores, faço o jantar… e janto sozinha, durmo sozinha, acordo sozinha… naum quero ser uma mulher solitaria e amarga pra todo o resto da vida. Mas hoje, talvez só por hoje, eu sou essa mulher.

“a minha lágrima o vento seca”

 

“amanha será um novo dia da mais louca alegria que se possa imaginar” 

… será???

é o que aconteçe…

Publicado: 16 novembro, 2008 em Me Inspiram
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De tanto bater na mesma tecla

Ela emperrou.

De tanto esmurrar a faca

Ela entortou.

O dedo cansou

A mão rasgou

E precisa de alguns pontos,

Finais.