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Enfim, sós

Publicado: 23 novembro, 2009 em pensamentos
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Pode pareçer obvio, mas só hoje esse pensamento passou pela minha cabeça. Assim como estar longe da casa “do papai e da mamãe” está sendo uma experiencia diferente pra mim, tal como deve ter sido para meus irmãos, meus pais também estão passando por um momento impár. Essa é a primeira vez que em 45 anos (+ ou – isso, pois não recordo com precisão as idades dos irmãos) eles podem dizer de novo “enfim (realmente) sós”.

Fico imaginando qual a sensação de reaprender a ser dois novamente. Dois no dia-a-dia, para acordar, comer, conversar, sair, brigar, ver tv… enfim, tudo. Eu sou a filha caçula e a única que ainda morava com eles. Por mais que eu não fizesse muitas atividades com eles, eu estava por ali. Era o que restava da ninhada, a que ainda estava debaixo das asas protetoras deles. Era a que dava bom dia e boa noite todo dia com um beijinho, a filha que ainda se sabia por ali, naquele mesmo ambiente, na nossa casa.

E agora, pela segunda vez, são eles. Tendo que ser companheiros e aprender a lidar com essa nova realidade.

Acho que essa é a parte mais bela de uma união. Passar por todas essas fases, construir uma história, apaixonar, amar, ter filhos, ter netos, bisnetos, sofrer algumas perdas no meio do caminho e no fim de tudo voltar ao começo, sendo novamente “eu e você”.

Papai e Mamãe

A grande familia

A grande família

Bem hoje é o inicio do fim das férias em familia daqui da nossa familia.

Moramos aqui em Fortaleza eu, meus pais, 1 irmã e o filho e 1 irmão com a esposa. E, como acontece todos os anos, nossa outra irmã que mora em Floripa vem passar o fim de ano aqui com a familia dela (marido e 2 filhos). Amanha pela manha bem cedo eles estão de partida. Vão deixar muitas saudades e um silêncio enorme aqui em casa. O silêncio fica mesmo por conta de Sammy  (3 aninhos) e Iza de 1 ano (muito bem vivido)!!

É incrível como a chegada deles provoca uma reviravolta total em nossas vidas. É completamente diferente a vida em uma casa onde tem crianças. Acordam cedo, choram, gritam, correm, choram de novo, brigam, riem, riem, riem, brincam, e mais choro e mais risadagem e mais brincadeira. Dormem, comem, passeiam, ficam doentes e a gente vai levando, e se divertindo, a se apegando e amando amando amando! Tudo fica de pernas pro ar, a casa é completamente bagunçada, ninguém tem mais o seu próprio quarto nem seu próprio canto, porque todos os cantos já estão ocupados com bolas, bonecas, carrinhos e fraldinhas… mas ninguém se importa, é tão gostoso ter tudo isso aqui. Cheirinho de criança, abraçinhos e beijinhos, aqueles olhinhos brilhando a cada nova descoberta, ao se dar conta de que a mão abre e fecha (incrível, passa horas olhando pra mão abrir e fechar), os primeiros passinhos sem segurar na mão de ninguem (isso mesmo, Iza andou sozinha pela primeira vez aqui, na nossa casa, na casa da vó!)

Eles vão, e como todos que vão deixam as lembranças, alguns bagulhos que não couberam nas malas super-lotadas, e bastante saudade, como de costume. No final do ano nos encontraremos novamente, e tudo vai virar de pernas pro ar novamente, mas a gente nem se importa. A gente briga, a gente grita, a gente se entende do nosso jeito. Cada qual na sua vida, fazendo sua história do modo que acha melhor, errando, acertando e aprendendo sempre. A todos os meus irmãos e aos meus pais digo aqui o quanto amo vocês e o quanto são importantes pra mim, apesar de tudo, de todas as diferenças, somos nossa família, nossa união nos faz fortes, e a certeza de termos um ao outro nos deixa confiantes em tudo o que fazemos, pois mesmo estando longe, nós nos sabemos aqui, na constância do nosso amor.

É família…

“Cachorro, gato, galinha….

Vovô, Vovó, sobrinha…”