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Esse texto tem a data de hoje mesmo. Escrevi numa pausa rápida no meio do trabalho. Foi uma resposta a um e-mail de uma amiga que falava algo sobre não esquecer alguém que passou na vida dela.

Vou postar ele aqui, pois já havia um tempo que eu estava querendo escrever algo sobre esse momento que vivo. Me faltava tempo e oportunidade. Então, como a oportunidade apareceu, vou posta-lo aqui e não vou me preocupar em fazer correções. Vai do jeito que saiu.

“cara, em relação a sua filosofada, ninguém nunca sabe quanto tempo né. tem gente que marca pra sempre mesmo. algumas pessoas ficam pra sempre no nosso coração. espero amiga, que algum dia passe a tristeza que a lembrança traz. e ai você vai conseguir escutar todas as musicas, e lembrar do que quiser, que vai ser só uma coisa gostosa, sem o pesar de não ter dado certo, sem a mágoa de não ter sido escolhida.

mas se algum dia vai passar, não sei. acho que sim, torço que sim, quero que sim. 😉
não sei se você lembra, mas eu cheguei a dizer que achava que o Zé seria aquele que eu jamais esqueceria, que eu achava que eu poderia me casar, ter filhos, amar meu marido, mas que ele sempre estaria lá. e ainda pensava que existia a possibilidade da gente se reencontrar velhinhos, depois de tudo na vida, e nos descobrirmos ainda feitos um para o outro.
bem, hoje, 4 anos depois eu não penso mais isso. alias, hoje eu mal penso/lembro dele, e quando o faço não me sinto mais mal, ou triste, ou com culpa por não ter dado certo. eu só sinto que foi algo lindo e deu o que tinha que dar. nós dois oferecemos o que tínhamos e o que podíamos na época.
aprendi com meus erros e com meus acertos (não só na relação com ele, mas com todas as relações que tive) e percebo que tudo isso é o que me trouxe até aqui. vejo que hoje sei/reconheço minhas limitações e irritações, sei respeitar e me respeitar melhor, sei me valorizar pelo que sou, mas também aprendi a valorizar e a demonstrar isso. claro que acho que esse seja um processo sem fim, esse aprendizado, mas eu tenho plena certeza que sou uma pessoa melhor hoje, mais tolerante (mesmo sendo intolerante! que paradoxo!!! kkk), compreensiva, companheira, amiga… mas essas e várias outras pequenas mudanças não foram do dia pra noite, e com certeza estão ainda acontecendo. eu sofri muito com o Zé, vocês lembram. eu sei que eu sentia como se tivesse perdido minha única e verdadeira chance. e passei por toda aquela fase de merda, me sentindo mal, inferior, incapaz. namorei o Chico, morei com ele e hoje eu sei que foi somente para tapar o buraco que eu tinha. isso é feio, eu sei. mas na época foi o melhor que eu pude fazer pra não enlouquecer. a solução que eu arranjei foi mentir pra todo mundo, e pra mim, que tava tudo bem e que eu tinha seguido adiante.
perceber isso tudo me fez repensar também muita coisa, muitos posicionamentos ficaram em xeque. e veio a fase de estar só. era triste as vezes, mas foi muito bom. e aí eu fiz uma coisa que nunca havia feito, me dei o direito de estar só e estar bem com isso, desencanei. compreendi o que muita gente fala, que a gente tem que se curtir, se namorar. estive só por um tempo, mas não considero o fator decisivo disso a “falta de paciência e tolerância” (como a gente fala muito). existia essa intolerância sim, mas ela só estava ali pq eu aprendi a me respeitar. eu não tinha que me diminuir ou deixar pra lá minhas opiniões pra estar com qualquer um do meu lado, só pra dizer que eu tinha alguém. a fase do “foda-se” era tipo isso: estou ótima sozinha, curtindo minha companhia. não tenho pq aturar coisas que sei que não fazem parte de mim, só para agradar X para que ele queira ficar comigo.
cara, é muito louco ter esse poder na mão. pq eu sempre fui descolada, e dona da verdade e tal, mas nos meus maiores/longos namoros eu me deixei tolher de alguma forma. eu me moldei, e eu deixei que isso acontecesse. foi bem prejudicial pra mim. dai quando eu descobri que não precisava disso, foi melhor que qualquer droga que já tenha provado.
e com isso veio a calmaria. eu estava de boa. eu me sentia bem, e eu podia selecionar as pessoas que queria ao meu redor. e o fator da seleção não era desespero, solidão, era simplesmente “estou bem, então quero alguém que me faça continuar exatamente assim”.
eu não estava procurando mais. é claro que eu queria encontrar alguém, mas isso não era o centro do meu mundo.
foi quando ele veio. veio na calmaria. veio no tempo em que eu já me reconhecia. chegou num momento em que sei o que quero. já joguei fora um monte de quinquilharia, de inutilidades ao longo do percurso. olho pro meu relacionamento com o Leandro e vejo que é com ele que quero viver tudo, seja lá o que tudo for. quero ser uma pessoa melhor, não só por ele, mas por mim também. procuro crescer e aprender com tudo que acontece com a gente. a gente briga, a gente chora, fica com raiva, ele se mete nas minhas coisas, e eu nas coisas dele. mas a gente quer fazer dar certo, eu acredito que vale a pena, e todo dia a gente tenta fazer o melhor pra isso. não tem garantia que vai dar certo, aliás, até quando vai dar certo. mas estamos aqui, dando a cara a tapa e apostando alto rsrs. a questão é que ele chegou em um momento em que eu soube ver que ele era alguém que valia a pena. o universo se alinhou e fez sua obra, como a Camile disse, eu ficando em casa, só jogando video-game, e indo na livraria, tropecei nele. e 4 meses depois a gente marcou um encontro. e eu lembro bem da sensação de ir caminhando no corredor do shopping e ver que ele já tava sentando lá, esperando. fiquei nervosa, com medo de não gostar dele, de ser mais um idiota, de ter mal-halito ou ser fedido kkkkk. e aí ele fez o que sabe fazer de melhor (bem, uma das coisas que ele sabe fazer de melhor) abriu a boca e começou a falar, e falar e falar… e eu já sabia. eu sabia muito, demais. quando a gente se cumprimentou e trocou o primeiro olhar eu já ouvia a música.
quando penso na gente, e em como ele me afeta, gosto de pensar assim:
muitas pessoas tem o costume de dizer “você me completa”, mas não gosto de pensar assim, acho um pouco triste essa frase, pq pra mim passa o sentido de que a pessoa é incompleta, é metade, capenga. eu não gosto de pensar que precisamos de alguém para sermos plenos. eu, quando penso em nós, quando penso em nele, digo “você me extravasa, me expande, me transborda, explode minha minha mente, corpo e coração”
hoje eu agradeço a todos os que passaram na minha vida. os que me magoaram, os que magoei. tudo isso, de uma forma ou de outra, me trouxe aprendizado, autoconhecimento. hoje, se eu pudesse escolher, escolheria estar aqui, do jeito que estou, com quem estou. se eu pudesse mudar, talvez mudasse só uma coisinha: queria ser cantora de banda de rock… pq o resto está bem do jeito que deveria!!!
então amiga, como a gente tá cansada de dizer, é o velho tempo que sabe das coisas. janeiro foi um dia desses, acho difícil esquecer de vez alguém que se amou verdadeiramente, tão rápido (como diz a musica “não se desama dando um mero tchau”). eu acho que algum dia, quando você menos esperar alguém vai te extravasar, e você vai perceber que o Humberto é só alguém que foi muito importante e bonito na tua vida.
ou não, você vai amar ele assim pra sempre e nunca vai esquece-lo de verdade!!!! quem sabe?? kkkkkkkk
tudo é possível nessa valsinha que é a vida!
😉 “
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(… ou não. Simplesmente guardadas, pra sempre)

Ontem mexendo no meu baú encontrei uma carta antiga. Uma carta de amor. Li, reli, treli. Que deleite, que delícia, que de-lindo! Foi gostoso reviver por alguns instantes todas aquelas sensações.

Foi cheio de boniteza. E boniteza não é algo que se encontra fácil hoje em dia.

“Eu poderia começar do começo, mas todas as coisas começam do fim. Do fim das infinitas e diversas fases das nossas vidas. Sempre que algo novo chega marca o fim de uma era, deixando pra trás o velho, o antigo, o ultrapassado, o que já foi.

E é isso, que esse adeus seja só um até logo, que a vida se encarregue de fazer o que sabe fazer de melhor, seguir seu rumo. Que algum dia a gente se encontre pra outra folia, seja como amantes, seja como amigos, mas que eu ainda possa algum dia escutar o som rasgado da tua risada.”

O amor mudou, mas não morreu. E como eu disse na carta, a vida fez sua parte, nós seguimos caminhos diferentes, mas meu carinho continua imenso, sempre.

Eu havia dado pra ele um codinome.

Era um super-herói. Meu super-homem.

Mas quando a máscara caiu, se mostrou não só mortal como também cruel.

Insensato, inconstante, indiferente, incapaz, inalcançável.

Era tanto “in” que eu tiver que dar um “out”.

Saí sem muita despedida, e claro um pouco ferida.

E não, nenhum herói veio ao meu auxílio.

 

A vida continuou em movimento. Claro, ela não pára. Todos sabem disso.

A vida continuou e eu tive que ir seguindo. No começo era melancolia, seguida de conformidade, encharcada de raiva e dor, e depois de tudo, anestesia, eutanásia diária de tudo que quis. Até que um dia veio a indiferença acompanhada de um quase esquecimento.

A vida continuou em movimento.

E agora você volta a me procurar. Você, de novo, você!

Me pego pensando que a vida as vezes parece ser como um grande circo… tá cheio de palhaço fazendo (des)graça no picadeiro.

Mas pro meu espetáculo, meu bem, não há mais lugar pra você nem pra sua arte de meia tigela. Pois então, sem ressentimentos, leve você e seu nariz vermelho pra bem longe de mim.

“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu”

A vida continua em movimento.