Posts com Tag ‘fim’

Publicado: 16 maio, 2012 em Minhas Cores, pensamentos
Tags:,

Eu sei que ainda tinha muito pra ser dito. Mas eu escolhi o silencio. Eu preferi me afastar. Foi uma questão de preservação mesmo, acho que não deve ser tão dificil de entender.
Eu escolhi, mas isso não significa que eu não lembre mais.

A vida continuou em movimento. Claro, ela não pára. Todos sabem disso.

A vida continuou e eu tive que ir seguindo. No começo era melancolia, seguida de conformidade, encharcada de raiva e dor, e depois de tudo, anestesia, eutanásia diária de tudo que quis. Até que um dia veio a indiferença acompanhada de um quase esquecimento.

A vida continuou em movimento.

E agora você volta a me procurar. Você, de novo, você!

Me pego pensando que a vida as vezes parece ser como um grande circo… tá cheio de palhaço fazendo (des)graça no picadeiro.

Mas pro meu espetáculo, meu bem, não há mais lugar pra você nem pra sua arte de meia tigela. Pois então, sem ressentimentos, leve você e seu nariz vermelho pra bem longe de mim.

“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu”

A vida continua em movimento.

Depois de um tempo sem escrever, cá estou.

[Durante todos esses dias pensei em coisas alegres e fofas pra escrever. Coisas que explicitassem o quanto a vida é bela e tal. Mas não dá. Infelizmente esse post, por mais que eu queira, não vai ser sobre isso. Ele não vai ter flores nem borboletas. Porque, a verdade é que, por mais que eu tente desviar meus pensamentos eles sempre param aqui, nesse momento. E como esse é meu blog, nada mais justo que eu escreva nele sobre minhas coisas. E como já diz o nome o principal assunto é o sentir, o meu sentir, minhas sensações. E, por isso, esse post posterior a mais de 12 dias sem escrever nada, fugindo desse espaço na tentativa de fugir de mim e do meu momento, vai ser um desabafo. Provavelmente vai vir rechaedo de mágoa, com uma camada de raiva e salpicado com flocos multicolridos de angústia, aflição, solidão e dor.

Ainda há tempo de parar de ler. Já no meu caso, não há mais tempo, não posso parar de escrever, pois eu tenho certeza que quando eu acabar aqui vai ser finalmente como virar a página. Um final com ponto final, afinal. Por isso o faço, porque preciso, e, gosto de pensar que daqui a algum tempo vou poder olhar pra trás, reler, e ter certeza de que mais uma vez sobrevivi, e mais uma vez passou.]

***

Você é um covarde. Um covarde triste e solitário. Mas, quem sou eu para culpar você? Afinal você ainda é só um menino tentando descobrir passagens secretas no jardim.

Certa vez você disse que eu era uma sensacionalista, que minha vida voltada a sentir muito, a querer tudo era uma forma de covardia. Mas agora eu te chamo de covarde. Você que ainda vive no passado, que não tem coragem de olhar pra frente e encarar o hoje. Se acomoda nesse mundinho pequeno, procurando desculpas e imperfeições para afastar todos ao seu redor.

O que aconteceu com o “é um simples fato a minha constância”? Eu sei o que aconteceu. Nada é constante, aliás, tudo pode ser inconstante a qualquer momento. O mais ridículo é que eu sempre soube disso, mas, ainda assim me deixei acreditar naquela carta (nesse ponto eu não sei se tenho mais raiva da minha burrice ou da sua ingenuidade).

No começo pensei em dizer que eu gostaria que você tivesse um péssimo ano novo, que você de alguma forma sofresse ou se decepcionasse… mas agora, agora eu desisti. Na verdade agora desejo que você seja feliz (pois eu sei que isso sim, vai ser torturante pra você). Quero que você seja feliz apesar te te odiar de mil e uma maneiras diferentes.

Escrevo pois essa é uma forma de exorcisar meus fantasmas. E espero profundamente que funcione.

A partir de agora vou poder postar alegrias, passáros e tons alegres sem me sentir hipócrita (e também uma tristeza ou outra que me calhar, pois elas estão também aí, em todo lugar).

P.S1: Você jamais poderia ter pertencido ao outro lado do muro. As fadas, gnomos e duendes não se contentam em “sentir nada”.

P.S2: O blog é meu, escrevo o que bem entender.

P.S3: Bem, se minha família ler isso aqui… acho que nao devo ter vergonha de falar de amor e coração partido (quem nunca passou por isso?)

***

 

Esse não tem título.

Publicado: 31 janeiro, 2009 em pensamentos
Tags:, ,

E o novo fica velho,

E o encanto desencanta.

A porta abre, a porta fecha

A esperança é a primeira a perecer.

A vida começa quando chega ao fim

Só então nos damos conta

Era feliz e não sabia (?)

Mas será que só acaba

quando termina?

 

Thayane Reis

é o que aconteçe…

Publicado: 16 novembro, 2008 em Me Inspiram
Tags:, , , ,

De tanto bater na mesma tecla

Ela emperrou.

De tanto esmurrar a faca

Ela entortou.

O dedo cansou

A mão rasgou

E precisa de alguns pontos,

Finais.