Posts com Tag ‘loucura’

me-ta-de

s. f.
Uma das duas partes iguais de um todo: dois é a metade de quatro.
Boa parte de alguma coisa: passa a metade do tempo fumando.
f.
Cada uma das duas partes iguais, em que se divide um todo.
(Ext.) Parte, proximamente igual a metade.
(Fam.) Esposa, em relação ao marido: a minha cara metade.
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Mesmo sem continuar acreditando nas tais metades, nosso heroi continua a sua busca. E essa busca é justamente pelo o que buscar. Descontente, indócil, extremo.
Algo mais lhe tirava o sono.
Alguém mais me tira o sono.
Eu, tal qual o herói, não creio muito bem no faz-de-conta. Acho triste a idéia do “O Um”. Estranho ter que comprar a fábula de que existe somente uma chance de encontrar alguém que se encaixe.
Mas esses  dias tem sido estranhos.
Eu não me sinto muito bem eu.
O herói agora anda cansado, e existem sentimentos inquietos, inexplicáveis.
Conversamos um pouco sobre isso e cheguei a conclusão de que me sinto pela metade.
Mas metade de que? Metade por que? Metade por quem?
(…)
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade…
(…)
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão…
(…)
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade… também.
(Metade – Oswaldo Montenegro)

Louca? Talvez …

Publicado: 8 fevereiro, 2009 em Minhas Cores, pensamentos
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Hoje pensando sobre o que pensar…

Comecei e pensar sobre mim. Se eu fosse navegar lá no fundo de mim criticas certamente não iriam faltar, visto que sou critica o bastante, e quando quero tenho uma língua ácida o suficiente (mesmo que para falar de mim). Mas o ponto aqui não é criticar, é somente divagar.

Enfim, estive pensando em deitar um pouquinho no meu divã. Hoje vou tentar (ou não) falar com os macacos que habitam no meu sótão. Quero algo rápido, um tema leve, nada que provoque continuos bocejos ou a vontade louca de acabar logo essa leitura. Resolvo então falar sobre a minha incrível capacidade ninja de “ser” (ser essa pessoinha de sentimentos nessa bolota imensa e azul). Alguns viventes que me conhecem podem afirmar que sou louca, mas eu digo agora: defina loucura (definiu?).

Sinceramente, às vezes eu bem que gostaria mesmo de ser meio louca, doida, tresloucada, insana, desbundada, lélé da cuca, abirobada, tam-tam, desvairada (no sentido real, literal da loucura, de ter toda a liberdade da desconexão, inversão e reinvenção da realidade). Mas, infelizmente, não o sou (posso ser avoada, mas isso já é outra historia). Sou sã, e no meio de todas as minhas viagens intergalácticas, onde busco por vidas não tão inteligentes, transcendo a contextualização do real, normal e igual. Busco o diferente, o incomum, o belo. Belo no sentindo filosófico mesmo, de ser tudo aquilo que choca, me atinge, me leva a algum determinado grau arrebatamento, um belo que pode ser feio aos olhos, mas que de alguma forma me inspira n’ alma. Não suporto o comum. O costumeiro me cansa, me enjoa, fico enfadada, com as pestanas pesadas.

A diferença não está na desigualdade da forma, no que se vê, no estereotipo. Vai além disso. Eu vejo, sinto, cheiro, vivo, experimento o diferente. Sou demasiada, exagerada. Eu extrapolo, transbordo, explodo. Todo dia eu vivo e todo dia eu morro. Quando eu choro é como se fosse a minha maior dor, e quando eu amo, esse então é meu primeiro e último amor. Vou além do que espero de mim mesma. Eu salto no abismo, e quando eu decido saltar eu vou sem pára-quedas, sentindo o vento no rosto e vendo o chão se aproximar. Se a mágica for grande o suficiente eu vôo no último instante e subo rapidamente além das nuvens, e, se a mágica vier de uma varinha quebrada eu me estabaco no chão. Quebro a cara, o nariz, os braços as pernas, me fodo todinha. Mas vou até o fim, com calma ou numa sangria desatada, eu vou. Eu preciso ir até o fim, tenho essa inquietante necessidade de saber o todo, não me contento com meio, fujo do superficial, das aparências agradáveis e de todas essas futilidades. Não me satisfaço com nada que venha/esteja/seja pela metade. Não quero uma cor somente, quero todos os tons e nuances, posso até criar novos nomes se assim for preciso. Mas quero inteiro, bem vivido, revestido da verdade nua e crua. Quero amargo, salgado ou doce, só não me traga insosso. Quero sensações, eu preciso sentir para me fazer sentir.

Se essa foi sua definição de loucura que foi pedida logo acima, então, eu sou. Se pra você viver tudo, no limite, apostando sempre tudo é ser louca, então, mon petit, sou louca até o ultimo fio de cabelo, louca de corpo, alma e coração! E haja coração pra tudo isso, viu!

 

Take a chance. Take a shot.

Take a chance. Take a shot.

(sem) Sentido

Publicado: 31 janeiro, 2009 em Minhas Cores
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Eita que hoje estou enfadada, enjoada, mal-amada, amargurada, de alma rasgada. Noites assim são ótimas pra escrever.
Escrever de nada, de tudo sem sentido porque tudo que vem é sentido. Sentido como único, como o último.
Eita que hoje a noite estou inspirada, abençoada, maravilhada, apaixonada. Noites assim são ótimas pra escrever.
Escrevo de tudo que me faz sentir, sentido pra fora do jeito como sinto dentro do peito. Vai saindo e rasgando.
Se você não entende, me desculpe eu não quero me fazer entender.
Escrevo pra mim e não pra quem quiser ler. Não pra agradar ou açoitar.
Escrevo no escuro do quarto onde as palavras vem como morcegos cegos sem bater nas paredes dessa caverna.
Quando faço isso, faço disso minha verdade. Da mentira surge a liberdade e do meu jardim passeio na cidade nua e fria.
Me deito e me levanto, já não fecho os olhos. Jã não estou aqui, não estou aí, já não estou nem aí.
Agora, exatamente agora, acabei de dominar o mundo com meus pés de vento e meu cavalo alado.
É estranho pra você? Você também é estranho para mim.
Na minha casa não tenho espelhos, posso me ver através de outros olhos, os olhos do cego que pede a esmola que eu nego.
Mas o dia vem vindo, e eu fecho os olhos, pois sei que o tapete mágico já voou.
E eu, aqui do meu quintal só vejo as cercas que me separam dos muros, do mundo.
Thayane Reis.

Esse louco amor

Publicado: 12 novembro, 2008 em pensamentos
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Bem muitas coisas tem mudado constantemente dentro e fora de mim, conceitos, pre-conceitos, sentimentos, objetivos, enfim, como disse muita coisa. Mas tem uma coisa que não consigo deixar de lado: observar as pessoas e suas  historias, com seus sentimentos e cores hora foscas, hora exuberantes.

Hoje vou me inspirar em um amigo meu, que em determinada época da minha vida já teve um lugar mais especial em minha alma, mas que hj fica em meu coração num cantinho guardado para os amigos que quero muito bem e desejo aquele velho “tudo de bom”. Enfim, ele teve a sorte de conheçer o amor. Da forma mais louca, insana, humana, apaixonada, tresloucada. Sabe aquele tipo de amor, de querer, que te vira a cabeça e faz tudo virar de pernas pro ar. Você quer se livrar dele, quer mandar tudo a merda, quer esqueçer, odiar… mas só consegue amar mais….

Isso tudo pode parecer doido demais pra quem vê de fora, mas eu reparo nos olhares, nos toques, risos e sorrisos, suspiros roubados…. e eu não consigo deixar de achar lindo e incrivel, como algumas pessoas conseguem manter essa paixão louca, a possessão, a insanidade do amor por anos e anos e anos, e não perdem o querer intenso, mesmo com a guerra e paz do dia-a-dia monótono. Esse amigo, teve a cota dele de “amor da minha vida daqui até a eternidade” e viveu assim por mais de 10 anos, e ainda traz no peito todo esse furacão, pela mesma mulher, que não é mais a mesma (assim como ele também não é mais o mesmo homem). Hoje eles ainda tem a loucura e todo o sentimento, mas acham, acreditam que diante de tanta mágoa e tantos ressentimentos não há mais o que ser feito. Não me interessa aqui saber se no final eles vão estar juntos e viver felizes (quase sempre felizes) para sempre ou se já chegaram ao ponto de desistir do “nós” (tema que já falei em um texto anterior), só quero mesmo guardar na lembrança esse contato que tive com o amor em sua forma bruta e animal, que vai muito além do racional, que faz cometer loucuras quando estão juntos e deixa faltando um pedaço quando se vão. Que é cheio de negação mas que os olhos não deixam esconder a felicidade e satisfação de estar junto, pertinho, sentindo o cheiro um do outro, matando a sudade que já estava quase matando a eles……………………. mas que se perto demais também é capaz de matar de verdade.

Não sei se vou, nem sei se quero, encontrar um amor assim. Não tenho a pretenção de achar que vou ter meu final feliz algum dia, mas pelo menos posso observar. E achar as cores desses amores tão fortes e intensas como um morango cheio de vida e sabor.

“O maior conquistador não é aquele que conquista varias mulheres e sim aquele que conquista varias vezes a mesma mulher”.

Então esse aqui foi pra vcs dois, que sempre acabam se reconquistando milhões de vezes, de milhões de diferentes formas, sempre reinventando o amor e ódio que carreguam no peito!