Posts com Tag ‘tristeza’

Publicado: 18 março, 2013 em Minhas Cores, pensamentos
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Não há duvida que as palavras mais bonitas são escritas na sombra da dor. Nada como um bom luto para escrever. Nada supera a tinta derramada no papel em meio a angustia e sofrimento. Quem escreve sob os açoites do desespero flui de uma forma única, num compasso lento, seguindo a via crucis de quem não pode ir além, pois já alcançou o fundo a muito tempo.

Ah, nada como umas palavrinhas cheias solidão. Nada como regar o papel com lagrimás, ou quem sabe, até mesmo sangue.

Fica tudo tão cheio de sentimento e emoção.

Porém, assim como a desolação acompanha as palavras mais belas, a felicidade carrega a beleza.

Palavras não bastam pra felicidade. São poucas, inúteis, irregulares, incapazes, insuficientes, ineficazes. Talvez porque a única solução para conviver com a felicidade seja vivendo a felicidade.

Para a dor, há a tinta e o papel. Para a felicidade, há a vida. Nada traduz isso.

 

Hoje conheci uma moça.

Estava sozinha. Até aí nada de anormal.

Mas ela encarnava, exalava, vomitava solidão.

Era a própria angustia ali, personificada.

Erá de dó.

Perdida naquele lugar que não lhe continha. Sobrando no espaço todo que não lhe cabia.

Com aquele olhar perdido procurando qualquer olhar que respondesse.

Ela era a própria solidão que se vestiu de mulher e saiu para dar uma volta, perambular um pouco, bater pernas por ai.

Não é triste ser só. Triste é mesmo a solidão.

E ela chegou e ninguém se importou. E ela foi embora e ninguém notou.

Depois de um tempo sem escrever, cá estou.

[Durante todos esses dias pensei em coisas alegres e fofas pra escrever. Coisas que explicitassem o quanto a vida é bela e tal. Mas não dá. Infelizmente esse post, por mais que eu queira, não vai ser sobre isso. Ele não vai ter flores nem borboletas. Porque, a verdade é que, por mais que eu tente desviar meus pensamentos eles sempre param aqui, nesse momento. E como esse é meu blog, nada mais justo que eu escreva nele sobre minhas coisas. E como já diz o nome o principal assunto é o sentir, o meu sentir, minhas sensações. E, por isso, esse post posterior a mais de 12 dias sem escrever nada, fugindo desse espaço na tentativa de fugir de mim e do meu momento, vai ser um desabafo. Provavelmente vai vir rechaedo de mágoa, com uma camada de raiva e salpicado com flocos multicolridos de angústia, aflição, solidão e dor.

Ainda há tempo de parar de ler. Já no meu caso, não há mais tempo, não posso parar de escrever, pois eu tenho certeza que quando eu acabar aqui vai ser finalmente como virar a página. Um final com ponto final, afinal. Por isso o faço, porque preciso, e, gosto de pensar que daqui a algum tempo vou poder olhar pra trás, reler, e ter certeza de que mais uma vez sobrevivi, e mais uma vez passou.]

***

Você é um covarde. Um covarde triste e solitário. Mas, quem sou eu para culpar você? Afinal você ainda é só um menino tentando descobrir passagens secretas no jardim.

Certa vez você disse que eu era uma sensacionalista, que minha vida voltada a sentir muito, a querer tudo era uma forma de covardia. Mas agora eu te chamo de covarde. Você que ainda vive no passado, que não tem coragem de olhar pra frente e encarar o hoje. Se acomoda nesse mundinho pequeno, procurando desculpas e imperfeições para afastar todos ao seu redor.

O que aconteceu com o “é um simples fato a minha constância”? Eu sei o que aconteceu. Nada é constante, aliás, tudo pode ser inconstante a qualquer momento. O mais ridículo é que eu sempre soube disso, mas, ainda assim me deixei acreditar naquela carta (nesse ponto eu não sei se tenho mais raiva da minha burrice ou da sua ingenuidade).

No começo pensei em dizer que eu gostaria que você tivesse um péssimo ano novo, que você de alguma forma sofresse ou se decepcionasse… mas agora, agora eu desisti. Na verdade agora desejo que você seja feliz (pois eu sei que isso sim, vai ser torturante pra você). Quero que você seja feliz apesar te te odiar de mil e uma maneiras diferentes.

Escrevo pois essa é uma forma de exorcisar meus fantasmas. E espero profundamente que funcione.

A partir de agora vou poder postar alegrias, passáros e tons alegres sem me sentir hipócrita (e também uma tristeza ou outra que me calhar, pois elas estão também aí, em todo lugar).

P.S1: Você jamais poderia ter pertencido ao outro lado do muro. As fadas, gnomos e duendes não se contentam em “sentir nada”.

P.S2: O blog é meu, escrevo o que bem entender.

P.S3: Bem, se minha família ler isso aqui… acho que nao devo ter vergonha de falar de amor e coração partido (quem nunca passou por isso?)

***

 

Pedras imóveis…

Publicado: 21 março, 2009 em Me Inspiram, pensamentos
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corao-presoHoje quando abri meus olhos pela manhã essa música veio na minha mente. Eu gosto muito dela, da melodia, da letra e do significado.

Pra mim ela diz muito sobre aquele tipo de amor que te prende, te põe ali do lado, com uma coleira, ou uma gaiola, ou como diz a própria letra “como uma pedra imóvel na praia”, como se fosse uma “coisa”, um objeto, um algo qualquer do qual se tenha posse. Acho que é um retrato triste de muito “amor” que existe por aí, daquele que anula, poda, corta as asas deixando as pessoas, no fim de tudo, tristes, amargas, sem cor. Daquele tipo que te faz morrer pra vida e aos poucos vai te tirando o ar e a alegria.

Eu acredito na incrível capacidade do ser humano de amar. Amar muito e várias vezes e muitas coisas, e acredito ainda que isso possa ser tudo ao mesmo tempo agora. Não acho que o fato de amar alguém deva impedir que se conheçam outros amores, em suas variadas formas: amigos, viajens, musica, trabalho, arte, lugares novos, lugares velhos, um momento de solidão, liberdade. Tudo que anula destrói, corrói e deixa um gosto amargo e cicatrizes expostas.

Eu sou livre. Não me prendo a nada nem a ninguém. Jamais vou me permitir me tornar uma mísera pedra imóvel na praia ao lado de alguem. Se me quer, me deixe ir e voltar, me deixe ser. Grades, correntes, algemas, gaiolas e outras formas de prisão são incompatíveis com minha pessoa.

Medo da Chuva (Raul Seixas/ Paulo Coelho)

É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar

E não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar

Nuvem chovendo só em mim…

Publicado: 13 março, 2009 em pensamentos
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Desculpem hoje sou só tristeza. Nem tudo é como a gente gostaria, se fosse não teria graça, eu sei… mas as vezes eu quero TANTO que bem que podia dar pelo menos um pouco certo…

Quando a dor de cabeça passar e a falta de palavras me abandonar eu atualizo o blog. Por enquanto preciso eu me atualizar.

 

p.s: me liga quando acordar tá. to precisando.

Pedras da Lua

Publicado: 31 janeiro, 2009 em Minhas Cores
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No escuro procuro pedras da lua
mas olho as estrelas e elas não me dizem nada
ando, só. Ando só.
Não sei aonde eles me levam,
ainda assim deixo que me carreguem.
Hoje  sangra
pesado
amargo
pra fora o aço.
Se foi o tempo ou a vida que me fez assim
não sei.
Enquanto cai a chuva
cai também minha sorte.
Pelo chão, espalhada
em cacos de morte
nem tento junta-la
(Se é que algum a tive)
Coração na boca do estomago
e pra que? porque? 
bem-querer, bem-te-vi
sem te ver.
Na sombras que passam
não vejo nada
Andando só
caminho no espaço.
Se o tempo congelar o coração gelado
teimoso em apertar, em me matar
Congelado ficaria, mas ainda assim bateria
Contra minha vontade (isso não é novidade)
Angústia e a solidão me fazem companhia.
As pedras da lua, pelo meio das ruas
por onde ando vagando, devagando
o vagabundo leva todas.
A mim só resta continuar procurando
Mas o peito cansado, abafado
já cansado…
Vai pra guerra contra a pior inimiga
Eu mesma!
Mas vou desarmada, porque essa luta
contra essa desalmada
já tem suas cartas marcadas.
Talvez, talvez
Talvez a gente se faça assim
inconstante e contínuo
amante e libertino.
Mas essas frases soltas e essas rimas frouxas
não acalentam nem me moldam o destino.
Sou só eu
andando pelegrina
procurando pedras da lua
no chão desenhado de giz.
Minhas músicas não tem canção
E d’alma já não esperam
senão
ilusão.
Doce brisa
vem me abraçar
Com os braços de veludo a sufocar
Enrola o pranto
E me leva pra rua
Onde inútil procuro
pedras da lua.
Thayane Reis.

Lá e de volta outra vez

Publicado: 7 janeiro, 2009 em pensamentos
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Depois de todo esse tempo sem postar nada estou de volta.

Depois de um natal e um novo ano novo, as coisas continuam as mesmas, indubitavelmente continuam as mesmas.

Hoje não venho falar de esperança, de sonhos, devaneios, lembranças ou qualquer uma dessas doces e simples formas de ver a vida. Venho mesmo pra desabafar, comigo mesma, já que aqui naum tenho leitores assiduos. Venho cá conversar com meus botões na esperença de que eles gritem alguma coisa nova que eu não saiba … mas se naum venho aqui falar de esperança como posso ter esperança de ser salva pelos meus botões?? na verdade acho que é bem capaz dos meus pequenos botões terem algum problema de audição e nem me ouvirem tão bem quanto eu gostaria.

Bem, enfim, o ano naum começou tão bem quanto eu imaginava ou gostaria… naum chegamos nem a primeira quinzena e ja tenho em minha boca um amargo gosto de decepçao e frustração… continuo acreditando nas pessoas, e, pra não variar, continuo tomando no meio do olho do meu cú. E é o de sempre, “desculpa, eu naum quis te magoar”. Mas magoou… a vida é isso, a gente vive assim, magoando e sendo magoado, a diferença aqui no meu caso é que já faz um bom tempo que eu só sou magoada… já to de saco cheio de tudo isso, sei que amanha ou depois meu pensamento vai mudar, porque eu tenho plena consciencia do que sou, uma sonhadora que teima em acreditar que tudo vai dar certo no final, mas hoje, só por hoje, quero ter raiva, ódio, rancor, quero sentir que gostar, se entregar, se apaixonar, amar não vale a pena. Hoje quero fechar meus olhos tendo a certeza que sou uma anta, que continua tentando, nadando contra a maré numa porra de barquinho furado e ainda continuo tentando tirar a água de dentro com um copinho… que tambem tem um furinho!

Eu nego, mas a verdade é que eu cansei de ser só. Não ter ninguem pra compartilhar, pra rir, chorar, brigar, amar. Não poder dividir as aventuras nem fazer planos, cansei de sair sozinha nas fotografias, cansei de gostar do cara errado, dos enrolados, dos presos ao passado, cansei de tentar tentar com quem não quer tentar. Me arrumo esperando por alguem que nunca vem, enfeito minha casa, me perfumo, me faço bonita, compro flores, faço o jantar… e janto sozinha, durmo sozinha, acordo sozinha… naum quero ser uma mulher solitaria e amarga pra todo o resto da vida. Mas hoje, talvez só por hoje, eu sou essa mulher.

“a minha lágrima o vento seca”

 

“amanha será um novo dia da mais louca alegria que se possa imaginar” 

… será???

Será?

Publicado: 12 novembro, 2008 em Músicas, pensamentos
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É que eu andava meio estranha sem saber se era feliz, eu não sei....
Será que sou um zumbi?????
Será que sou um zumbi?????

Nem a tristeza do Jeca

Publicado: 28 setembro, 2008 em Minhas Cores
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quando chega a tristeza
quando os olhos amargam
e se perde a beleza

o dia não alumia
os minutos se arrastam
e minh’ alma resta vazia

talvez um verso de saudade
para a cara metade
ou um novo soneto de fidelidade
mas que ingenuidade!

os restos, as sobras
do que fôra outrora

talvez fôssemos
haveriamos sido
se pelo menos
tivessemos acontecido.

T.C.R